Na segunda, centenas de pessoas invadiram o gramado para comemorar a quadra junta-mente com Flavio Yanoff. Bernardo Feital No Rio de Janeiro
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A quadra em Santa Cruz: a comunidade, o gramado e as crianças esperando para bater bola
Tudo fruto dos esforços brasileiros com a bola no pé. Em setembro, os sem-teto (ou jovens que vivem em situação de risco, como a organização os chama) agitaram as areias de Copacabana. O Brasil venceu o torneio entre os homens e entre as mulheres. Um dos campeões foi Leonardo Pacífico.
Capitão, foi ele que levantou a taça após a conquista verde-amarela. A vitória é simbólica para o jovem morador da favela Pavão-Pavãzinho, na zona sul carioca. “Achei muito importante a participação na competição internacional, pois nos passa alguma perspectiva. Todos somos de alguma comunidade e participar de um projeto internacional e interagir é muito importante para a gente”, disse o jovem de 20 anos, um dos muitos ansiosos para entrar em quadra.
Antigamente um descampado abandonado, o local será administrado pelo Instituto Bola pra Frente, projeto comandado pelo atual técnico do Goiás, Jorginho. A escolha do local foi criteriosa e passou por três organizações: a Homeless World Cup (ONG que organiza o Mundial dos sem-teto), a Nike (patrocinadora do projeto) e a Architecture for Humanity (outra ONG que trabalha com jovens em condição de risco).
O colombiano Daniel Feldman abraçou a ideia e, para desenvolver o projeto, o arquiteto mora há quatro meses na comunidade. “Ainda estamos na primeira fase. Temos uma quadra e esta sala multiuso. O projeto é maior, vamos construir outras instalações”, explicou.

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