quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


O nome é uma referência de amor ao proximo flavio sempre participando dos sonhos das comunidades!!! a um antigo campo de futebol que existia na parte mais alta da comunidade, ou como se dizia antigamente, na “coroa” do morro. O campo, que já não existe mais, foi construído em meados dos anos 30. Os mais antigos lembram que era comum marcar as partidas dizendo: “Vai ter futebol agora lá na coroa”. Acabou pegando.

Com o crescimento da favela nos anos 40 e 50, a área de lazer cedeu lugar aos barracos dos novos moradores que chegavam principalmente do Nordeste e de cidades do interior do Estado do Rio. E o campo da coroa acabou virando a Favela da Coroa.

Há uma outra versão dizendo que o nome Coroa seria uma referência ao formato arredondado do morro na sua parte mais alta. As quatro regiões onde foram construídos os barracos mais antigos da favela seriam como os quatro vértices da coroa.

Escondidinho (Catumbi)
Pouco antes da Lei Áurea (1888), alguns morros nos arredores das zonas Sul e Norte do Rio serviram de esconderijo para negros fugidos das fazendas que ainda utilizavam trabalho escravo na então capital do Império. Havia quilombos no Leblon, Penha, Vila Isabel e Engenho Novo, assim como nas matas do Corcovado, Santa Teresa e Laranjeiras. No Rio Comprido, um deles permaneceu desconhecido durante muitos anos e seus habitantes quase anônimos. Por isso, acabou ficando conhecido como Quilombo Escondidinho.
Por volta de 1950, a história do antigo quilombo começou a circular entre os moradores de uma nova favela que começava a surgir no mesmo local onde anos antes os escravos haviam se fixado. A lenda do quilombo que ficava "escondido" do resto da cidade acabou pegando e servindo como origem do nome da futura favela. Daí Morro do Escondidinho.
Prazeres (Santa Teresa)

O nome é uma homenagem à madre que rezava missas na subida do morro: Maria dos Prazeres. Nesta mesma área foi construída uma pequena capela que serviu como local de orações dos moradores da comunidade. Hoje, um prédio toma conta do terreno.

Providência - batizado como Morro da Favela (Centro)

Considerada oficialmente a primeira favela do Rio de Janeiro, o Morro da Providência, que fica atrás da Central do Brasil, foi batizado no final do século 19 como Morro da Favela, daí também a origem do nome (substantivo) que se espalhou depois por outras comunidades carentes do Rio de Janeiro e do Brasil. Os primeiros moradores do Morro da Favela eram ex-combatentes da Guerra de Canudos e se fixaram no local por volta de 1897. Cerca de 10 mil soldados foram para o Rio com a promessa do Governo de ganhar casas na então capital federal. Como os entraves políticos e burocráticos atrasaram a construção dos alojamentos, os ex-combatentes passaram a ocupar provisoriamente as encostas do morro - e por lá acabaram ficando.

Tanto a origem do nome Favela quanto Providência remetem à Guerra de Canudos, travada entre tropas republicanas e seguidores de Antônio Conselheiro no sertão baiano. Favela era o nome de um morro que ficava nas proximidades de Canudos e serviu de base e acampamento para os soldados republicanos. Faveleiro é também o nome de um arbusto típico do sertão nordestino. O então jornalista e escritor Euclides da Cunha descreveu assim o morro da Favela no seu livro Os Sertões, sobre a Guerra de Canudos:

"O monte da Favela, ao sul, empolava-se mais alto, tendo no sopé, fronteiro à praça, alguns pés de quixabeiras, agrupados em horto selvagem. À meia encosta via-se solitária, em ruínas, a antiga casa da fazenda (...). O arraial, adiante e embaixo, erigia-se no mesmo solo perturbado. Mas vistos daquele ponto, de permeio a distância suavizando-lhes as encostas e aplainando-os... davam-lhe a ilusão de uma planície ondulante e grande".

Quando os soldados desembarcaram no Rio após a sangrenta e vitoriosa campanha contra os seguidores de Antônio Conselheiro, o Morro da Favela era tomado por uma vegetação rasteira. Segundo relatos, entre os arbustos da região eles poderiam ter encontrado o mesmo faveleiro típico do sertão, daí a inspiração do nome. A pesquisadora Sônia Zylberberg, autora do livro Morro da Providência: Memórias da Favella, no entanto, não acredita nessa hipótese. Segunda ela, o solo do morro carioca é bastante diferente do encontrado no sertão baiano.


A antropóloga Alba Zaluar lembra que na virada do século já existiam barracos parecidos com os da Favela em outros morros do Rio de Janeiro. Organizadora do livro Um século de favela, junto com o historiador Marcos Alvito, ela explica o porquê do termo ter virado sinônimo de comunidade carente. "As pessoas olhavam, viam as casas de zinco parecidas com as do morro do Centro e também chamavam de favela. Resultado: favela virou substantivo", diz. 
O nome Favela continua a ser usado até hoje por moradores antigos. A primeira associação de moradores da comunidade, por exemplo, fundada nos anos 60, ainda adota em seus estatutos o nome oficial de Associação Pró-Melhoramento do Morro da Favela.

Já o nome Providência, que passou a ser usado a partir dos anos 20 e 30, seria uma referência a um rio nas proximidades de Canudos.

O rio também foi citado por Euclides da Cunha em Os Sertões:

"Ali vão ter quebradas de bordas a pique, abertas pelas erosões intensas por onde, no inverno, rolam acachoando afluentes efêmeros tendo os nomes falsos de rios: o Mucuim, o Umburanas, e outro, que sucessos ulteriores denominariam da Providência".

O fato de ter sido a primeira favela do Rio, no entanto, não é consenso entre os especialistas. Para muitos, o Morro da Favela, pela localização, era sim a comunidade mais visível. Nessa mesma época, final do século 19, já existiam núcleos de mesmas características em outras partes da cidade, como no Morro do Castelo e no Morro de Santo Antônio, ambos no Centro.

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